28 de janeiro de 2014

Ansiedade de separação

Meu pimpolho sempre foi uma criança bem tranquila, enquanto estava de licença maternidade e ia fazer alguma coisa, colocava no bebê-conforto e o arrastava pela casa toda. Ele nunca gostou de ficar sozinho, mas também não precisava de colo, bastava companhia, as vezes senão dava pra ficar no mesmo cômodo que eu, quando ia estender roupa por exemplo, cantava ou conversava com ele (e os vizinhos deviam me achar a pessoa mais loka ever!!), e ele se acalmava. Conforme ele foi crescendo foi pro carrinho e depois pro chão, e continuou tranquilo assim, se começava a resmungar bastava conversar que ele se acalmava, ou se não sossegava era fome mesmo rs!

Minha mãe e minha irmã ficaram de férias em dezembro e elas que cuidaram dele neste período, e me disseram a mesma coisa, ele pouco pedia colo, nessa época que ele começou a engatinhar, então tudo que ele mais queria era chão! Porem desde a primeira semana de janeiro, ele só quer colo, o meu colo, e fica chorandinho o tempo todo, um drama só, também esta acordando a noite toda e só dorme de volta mamando. No dia 13/01 começou a ir pra escola, ai imagina essa manha toda quintuplicou.

Grude!! 
Comecei a pesquisar sobre isso e encontrei algumas coisas sobre a ansiedade
de separação. Nessa idade ele começa a compreender que é um ser independente, cognitivamente é muito importante porem isso o deixa muito ansioso, nessa fase (a partir do 6º, com mais intensidade no 8º mês) começam a entender que ele e a mãe são serão distintos, isso traz muito medo, para eles só existe aquilo que eles estão vendo, logo se não ve a mãe ela sumiu, ou seja, desespero total no bebe! Apesar de parecer simples, não pode ser ignorado, sair escondido ou deixar chorar pode piorar e muito a situação. Li um texto da neurocientista Andréia C. K. Mortensen que resume perfeitamente:

“É preciso levar a sério a intensidade dos seus sentimentos. O bebê não está “chatinho”, “grudento” nem “manhoso”. Como a mãe é o seu mundo e representa sua segurança, e como a noção de permanência (ou seja, tudo que está longe do campo de visão) não está completamente estabelecida, essa angústia é muito acentuada. A maioria das conexões nervosas no cérebro são feitas na infância e a maneira com que lidamos com as emoções do bebê tem um efeito profundo em como essas conexões se refletirão na capacidade do bebê lidar com suas próprias emoções quando for adulto. Em outras palavras, experiências na primeira infância e interação com o ambiente são as partes mais críticas no desenvolvimento do cérebro da criança.”


No livro dela tem algumas dicas, colocarei em pratica e depois volto pra contar pra vocês:


1. Aumentar os cuidados diurnos com o bebê, dar mais carinho (Fica difícil pois ele fica na escolinha, mas quando chegar em casa redobrarei a atenção!);
2. Seguir a rotina de dormir sempre (Preciso frisar isso pro papai);
3. Manter fotografia da mãe próxima ao berço (Achei meio bobo, ate meio engraçado, fiquei imaginando o bebe olhando pra foto e falando “ok, posso dormir tem uma foto da mamãe aqui”, de qualquer maneira temos quarto compartilhado então não será necessário);
4. Se despedir do bebê ao sair, sempre dar tchau (Durante o dia isso funciona ele fica com a maior carinha triste mas não chora, mas a noite...);
5. Demonstrar confiança e alegria ao deixá-lo (difícil!!!);
6. Responder rapidamente ao choro do bebê (Isso já fazemos);
7. Durante o dia faça pequenas separações do bebê, ir a outro cômodo e deixá-lo só mas escutando sua voz para que aos poucos se entenda que você voltará, que continua existindo quando sai do campo de visão dele. Brincar de esconde-esconde ajuda bastante nessa fase (Já fazemos também);
8. Evitar transferência de colo para colo. Apesar dessa ser a prática comum, entregar o bebê ao cuidador no colo, esse simples ato cria ansiedade na criança que sai dos braços da mãe para o de outra pessoa, gera um desconforto físico que só aumenta a ansiedade. Assim o ideal é fazer a transferência em outro ambiente, como no chão enquanto o bebê brinca, inclua o cuidador nessa brincadeira, você da tchau e sai, esse é o momento do cuidador pegá-lo, aumentar a interação com o bebê (Achei essa interessantíssima, pondo em pratica já!).


Bjos da mamãe e do Murilo 

9 comentários:

  1. é uma fase difícil, mas super importante pro desenvolvimento do Muris <3

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  2. Isso acntece aqui em casa também. Um pouco de paciencia e dedicacao para que a crianca se torne segura, e logo essa fase passará.

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    1. Ufa, da ate um alivio saber que não to sozinha nessa rs!!

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  3. Realmente, essa fase é complicada. A Ana Júlia é grudadíssima comigo, em casa não posso sair do seu campo de visão que o xororô se instala. Vou tentar seguir as dicas acima. Bjs, Lu
    www.soumaededoisanjinhos.blogspot.com.br

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    1. Que bom saber que não sou so eu!! Fico achando que sou a pior mãe do mundo rs!! Passei la com certeza!
      Bjo

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  4. É bem sério mesmo isso. Não podemos menosprezar!
    Adorei sua visita lá no meu blog.
    beijao
    Lele

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  5. Olá.. Muito obrigada por passar no blog, adorei. Parabéns teu blog é lindo adorei : )

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  6. Oi Larissa, obrigada pela visita ao meu blog... tenho muito medo dessa hora da separação! bjo :)

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  7. Ainda não cheguei nessa fase ainda, e vai demorar um pouco, mas já é bom ficar informada.

    Se puder visitar, seguir e curtir a page do blog no FaceBook, agradeço. Um Super Beijo e gostei muito das dicas do blog!

    Blog :http://maeaosdezenove.blogspot.com.br/
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